A CULTURA/FOLCLORE NO SUL
A cultura da região sul foi influenciada pelos imigrantes que vieram da Europa, na segunda metade do século XIX. Uma herança de espanhóis, negros, portugueses, alemães, italianos, dentre outros. Por isso, surgiram vários elementos que tornaram a região única e cheia de detalhes na arquitetura, na música, na literatura, nas danças e em suas celebrações.
Por exemplo, na literatura, é possível citar escritores famosos como Alcides Maia, Érico Veríssimo, Luís Fernando Veríssimo, Mario Quintana, do Rio Grande do Sul. Já nas músicas, há a presença das folclóricas, como do pau-de-fita e estilos como o xote, a valsa, o vaneirão, dentre outros, que irão variar de acordo com o estado.
Danças Típicas do Sul
As danças folclóricas e típicas da região sul são realizadas em grupo ou individualmente.
Danças do Paraná
No Paraná e em Santa Catarina, pode-se conferir a Balainha, que é feita com pares de dançarinos que utilizam um arco com flores. Outro tipo de dança bastante conhecido na região é o fandango, que possui muitos passos variados e que é acompanhada por instrumentos como a gaita e o violão.
Pau-de-fita
Dança de origem portuguesa, onde os dançarinos ficam ao redor de um mastro fixado no chão, com cerca de três metros e que possui diversas fitas coloridas. Os dançarinos devem estar em par, sendo que cada um segura uma fita e dançam girando em torno do mastro até formar um trançado. Não há uma música especifica para a dança, mas é comun utilizar instrumentos como violão, acordeão, cavaquinho e pandeiro.
Fandango
Tipo de dança portuguesa que foi levada para as regiões litorâneas do Paraná. Nela, os dançarinos formam uma roda e iniciam com passos de valsa, palmas e sapateado. Tendo recebido influência indígena, a dança também é encontrada nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Danças de Santa Catarina
Em Santa Catarina, as mais comuns são a Dança do Vilão, Boi de Mamão e Balainha.
Boi de Mamão
Conhecida também como boi-bumbá, bumba-meu-boi, dentre outros nomes, é uma dança animada ao som de repentistas com personagens diversos tais como a boneca Maricota, um tipo de crocodilo chamado Bernúncia, e outros animais. A encenação se diferencia das da Região Norte e Nordeste, por ser mais alegre e cheia de brincadeiras.
Dança do Vilão
É uma dança folclórica de Santa Catarina. A coreografia é realizada como se fosse um jogo. Entram em cena balizadores, regentes, chefe do grupo, músicos e batedores. Os participantes com bastões de madeira fazem batidas nos bastões de seus parceiros, como se fosse uma luta, ao ritmo do regente e da música.
Balainha (Arcos Floridos ou Jardineira)
Os casais dançarinos seguram um arco florido, realizando movimentos chamados de “balainhas”. Em fila, eles passam os arcos, por cima e por baixo um dos outros. Essa dança pode acontecer em festas juninas, antes da apresentação do pau-de-fita ou da encenação do boi-de-mamão.
Danças do Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, as danças típicas receberam influências dos imigrantes e da proximidade com a fronteira do Brasil. As principais são o Vaneirão, a Chula, a Milonga e a Chimarrita.
Vaneira/Vaneirinha/Vaneirão
Dependendo do ritmo, é chamada de vaneira (passos moderados), vaneirinha (passos lentos) ou vaneirão (passos rápidos). A dança teve origem em Havana (Cuba), influenciando além do Rio Grande do Sul, o samba do Rio de Janeiro. Os casais dançam com o famoso movimento de dois para lá e dois para cá.
Chula
Dança de origem portuguesa realizada por homens, como um desafio, ao som da gaita gaúcha. Dois ou três homens ficam posicionados nas extremidades de uma lança que é colocada no chão. Alguns começam a sapatear, realizando vários passos complexos e na vez do outro dançarino, este deve fazer passos mais difíceis dos que foram executados. O ganhador será aquele que realizar a coreografia mais difícil e bem elaborada, sem encostar na vara.
Milonga
Dança famosa no Uruguai e Argentina, que é dançada ao som da viola e outros instrumentos. É uma dança romântica, semelhante ao tango, porém mais lenta.
Chimarrita
Dança trazida de Portugal para o Brasil, no século XIX. Antigamente, os casais dançavam juntos, como numa valsa, depois começaram a dançar mais separados, em diferentes direções. A mulher é chamada de prenda e o homem de peão.
Outras danças populares do estado são: Xote, Contrapasso, Marcha, Polca, Chamamé, Rancheira, Mazurca, Pezinho, dentre outras.
Lendas e Folclore da Região Sul
Folclore são mitos e lendas passadas para as pessoas ao longo dos anos. Alguns ocorreram realmente, mas a maioria das histórias foram criadas pelas pessoas para assustar ou para aplicar uma lição nos demais. Dividido entre lendas e mitos, as lendas são histórias que são contadas para diversas pessoas no boca a boca e mesclam ficção e fatos históricos. Já os mitos possuem características mais simbólicas, com o objetivo de explicar acontecimentos na natureza.
Saci
Um dos principais personagens do folclore brasileiro e da região sul é o saci ou Saci-pererê. Surgiu entre tribos indígenas que ficavam na região sul do Brasil, por volta do século XVIII. No sul, ele é representado como um menino moreno e com rabo que apronta peripécias na floresta. Ele utiliza uma carapuça vermelha e tem apenas uma perna. Além disso, é representado fumando cachimbo e segundo a lenda, para capturá-lo, é necessário pegar a carapuça e escondê-la.
Boitatá
Outra lenda da região é a do Boitatá, um monstro em formato de cobra. Segundo contam, ele se escondeu de um dilúvio em um buraco e por isso seus olhos ficaram maiores. Em algumas histórias, as pessoas acreditam que ele possui bolas de fogo no lugar onde ficam os olhos.
Já em Santa Catarina, acreditam que ele coma os olhos dos animais que mata e por isso tenha essa visão flamejante. Durante o dia, ele fica cego e enxerga apenas a noite, quando sai para caçar. Seu nome, na linguagem indígena significa 'coisa de fogo'.
Negrinho do Pastoreio
A lenda do negrinho do pastoreio é famosa na região sul do Brasil e surgiu no fim do século XIX, no Rio Grande do Sul. Foi contada por vários autores como Apolinário Porto Alegre, Simões Lopes Neto, Barbosa Lessa, dentre outros. Foi encenada em peças teatrais, em formato de poesias ou músicas do estado, se transformando até em símbolo. A versão mais disseminada é a de Simões Lopes, publicada em folhetim (1906) e livro da coletânea “Lendas do Sul” (1913). Além dessa versão, existem outras espalhadas pelo Brasil e também em países como Paraguai, Argentina e Uruguai.
De acordo com a história, havia um estancieiro malvado que ordenou a um menino escravo que pastoreasse alguns animais novos. O garoto, que não tinha nome, dizia que era afilhado de Nossa Senhora, fez o que lhe mandaram, apesar de ter perdido um dos animais. O feitor viu o que havia acontecido, e o açoitou até sangrar. No dia seguinte, o feitor ordenou que ele buscasse o cavalo perdido, mas o menino não teve sucesso, e ao retornar para a senzala, levou várias chibatadas e ficou amarrado sobre um formigueiro a noite toda. Quando amanheceu, as marcas haviam sumido e ele não havia nenhuma picada de formiga em seu corpo. Ao seu lado apareceu uma imagem de Nossa Senhora, além do animal fugitivo. O feitor se arrependeu do que fez, pediu perdão e o Negrinho foi embora com o cavalo. Para aqueles que creem na lenda, para objetos pedidos, pode-se fazer uma oração para o Negrinho, que estes retornam para o dono.
Curupira
O curupira é outro personagem difundido no folclore do sul. Ele é representado por um menino com cabelo esvoaçante que possui os pés para trás. Ele é responsável por proteger a floresta e os animais. A lenda diz ainda que ele anda montado em um porco do mato e que possui a capacidade de iludir quem o caça. Os pés virados iludem o caçador que se perde na floresta ao tentar caçá-lo. Quem acredita na história evita caçar bichos às sextas-feiras com lua cheia, nos domingos e nos dias santos.
Principais Festas do Sul
As festas da região sul são marcadas pelas tradições trazidas pelos colonizadores e também imigrantes, a culinária regional, bem como a produção agropecuária. Essas celebrações típicas atraem pessoas de cidades vizinhas e também de outros estados do Brasil.
Oktoberfest
Essa festa acontece na cidade turística de Blumenau, em Santa Catarina, e foi inspirada na festa homônima ocorrida em Munique na Alemanha. A primeira edição aconteceu em 1984 e surgiu com o intuito de divulgar as tradições alemãs no estado brasileiro. Atualmente, é a segunda festa alemã do mundo. O evento ocorre em outubro, com duração de 18 dias e recebe milhares de visitantes todos os anos. Acontecem apresentações musicais, danças, desfiles, gastronomia e chope.
A festa alemã surgiu em 1810, em Munique, quando o Rei Luis I, chamado posteriormente de Rei da Baviera, se casou com a Princesa Tereza da Saxônia. Para comemorar, ele fez uma corrida de cavalos. Essa festa foi um sucesso e todos os anos foi realizada com a presença de todos da região. Para homenagear a princesa, o local adquiriu o nome de Gramado de Tereza. Quando a festa foi levada para Munique, o primeiro trem transportava as pessoas ao evento em 1840. O evento contou com uma estrutura de barracas, apresentações e a cerveja, que até então, era proibida, só começou a ser servida em 1918. Por conta das guerras e a epidemia de cólera, deixou de ser realizada 25 vezes.
Festa Nacional da Uva
A primeira festa da uva aconteceu em 1931, na cidade de Caxias do Sul, no Rio grande do Sul. Por produzir a maior parte das uvas do estado, a cidade resolveu fazer uma festa para celebrar a fartura e a produção de vinho.
Um fato curioso é que, durante a Segunda Guerra Mundial, a festa foi interrompida por treze anos. Atualmente, o evento conta com a apresentação de diversos carros alegóricos, concursos e comidas típicas. Ocorre também a eleição de soberanas e embaixatrizes da festa da uva.
Marejada
A marejada é uma festa ocorrida na cidade de Itajaí, em Santa Catarina. Esse evento abriga apresentações que lembram o mar. Isso interfere na culinária, nas exposições e apresentações ocorridas durante a festa que teve sua primeira edição em 1987.
Festival de Cinema de Gramado
Esse festival foi criado depois que ocorreu uma Mostra de Cinema. A primeira edição ocorreu em 1973 e incentiva o cinema brasileiro. Os atores e produções premiados no evento recebem o Kikito de Ouro, uma estatueta que significa o deus do bom humor.
Festa de Nossa Senhora dos Navegantes
Essa festa religiosa ocorre em Santa Catarina todos os anos. A imagem de Nossa Senhora é levada por embarcações em uma procissão pelo mar.
Outras Festas Tradicionais da Região Sul
- Cavalhadas (PR);
- Festa do Divino (PR);
- Fandango (PR);
- Festa Nacional do Carneiro no Buraco (PR);
- Festa Nacional do Charque (PR);
- Summerfest (SC);
- Festa Nacional do Marreco (SC), etc.
(Fonte de pesquisa: http://regiao-sul.info/cultura-do-sul.html)
REGIÃO CENTRO - OESTE
Para aguçar o nosso apetite cultural!
Fonte: parlim.blogspot.com.br/2010/07/regiao-centro-oeste.html
pt.slideshare.net/lucianefe/danas-regio-centrooeste
AS FIGURAS FOLCLÓRICAS MAIS POPULARES
Curupira
Um indiozinho de cabelos e olhos vermelhos, unhas azuis e os pés virados para trás. Ele é o guardião das plantas e animais da floresta.
É uma enorme serpente que solta fogo pela boca. Ela protege as matas das pessoas que querem incendiá-la.
Boto
Um golfinho que vive no rio Amazonas. Às vezes, se transforma em um homem bastante sedutor que conquista as mulheres.
Um golfinho que vive no rio Amazonas. Às vezes, se transforma em um homem bastante sedutor que conquista as mulheres.
Cuca
Uma mulher muito feia, meio bruxa, que ameaça as crianças desobedientes que não querem dormir à noite.
Uma mulher muito feia, meio bruxa, que ameaça as crianças desobedientes que não querem dormir à noite.
Saci Pererê
O Saci aparece no meio de um redemoinho e some quando ele quer. Vive aprontando travessuras com as pessoas e maltratando os animais. Usa sempre um gorro vermelho e não larga o cachimbo da boca. Ele é negrinho e tem uma perna só. Quem conseguir arrancar o gorro da cabeça dele, pode pedir a recompensa que quiser.
O Saci aparece no meio de um redemoinho e some quando ele quer. Vive aprontando travessuras com as pessoas e maltratando os animais. Usa sempre um gorro vermelho e não larga o cachimbo da boca. Ele é negrinho e tem uma perna só. Quem conseguir arrancar o gorro da cabeça dele, pode pedir a recompensa que quiser.
Iara
Da cintura para cima é mulher e da cintura pra baixo é peixe. O seu canto é tão irresistível que hipnotiza os homens e os leva para as profundezas dos rios ou lagos. Toda tarde, ela vem para a beira do rio e fica admirando sua imagem nas águas. Os índios garantem que ela protege os rios e seus habitantes e a chamam de Mãe D' água. Para não serem atraídos pela Iara, os pescadores devem voltar para casa antes do entardecer.
Lobisomem
Quando está em forma de gente, é bem magro, pálido e mal-humorado. Nas noites de lua cheia, transforma-se em um bicho enorme, peludo, com grandes orelhas, parecido com um lobo. Sua ruindade é tanta que ele pode matar aquele que cruzar o seu caminho. Com as primeiras luzes do dia, ele corre por 7 cemitérios, vilas e encruzilhadas até voltar à sua forma humana. Conta a lenda que se um menino nascer depois de 7 irmãs, ele vira lobisomem quando fizer 13 anos.
Bumba meu Boi
Um rico fazendeiro possui um boi muito bonito, que inclusive sabe dançar. Pai Chico, um trabalhador da fazenda, rouba o boi para satisfazer sua mulher Catarina, que está grávida e sente uma forte vontade de comer a língua do boi. O fazendeiro manda seus empregados procurarem o boi e quando o encontra, ele está doente. Os pajés curam a doença do boi e descobrem a real intenção de Pai Chico, o fazendeiro o perdoa e celebra a saúde do boi com uma grande festividade.
Um rico fazendeiro possui um boi muito bonito, que inclusive sabe dançar. Pai Chico, um trabalhador da fazenda, rouba o boi para satisfazer sua mulher Catarina, que está grávida e sente uma forte vontade de comer a língua do boi. O fazendeiro manda seus empregados procurarem o boi e quando o encontra, ele está doente. Os pajés curam a doença do boi e descobrem a real intenção de Pai Chico, o fazendeiro o perdoa e celebra a saúde do boi com uma grande festividade.
FOLCLORE DA REGIÃO CENTRO-OESTE
Na região Centro-Oeste do Brasil, que é formada pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal existe uma diversidade cultural ricamente influenciada pelas culturas indígena, boliviana e paraguaia.
Além disso, a região recebeu influência de inúmeros migrantes, em função do limite que essa região faz com todas as outras regiões do Brasil - Nordeste, Norte, Sudeste e Sul, fato que não ocorre em nenhuma outra.
Festas
A Cavalhada é a festa mais conhecida da região. Trata-se da encenação de uma batalha medieval realizada ao ar livre, onde um grupo de cavaleiros se veste de azul - representando os cristãos, e um grupo de cavaleiros se veste de vermelho - representando os mouros.
A festa tem a duração de três dias, cujo desfecho é a vitória dos cristãos sobre os mouros e a conversão destes para o cristianismo.
Em Pirenópolis, ocorre uma das mais significativas Cavalhadas do Brasil a festa é cartaz turístico e leva milhares de pessoas ao Estado de Goiás.
Cavalhadas em Pirenópolis
O Fogaréu é outra importante festa típica da região Centro-Oeste que, igualmente, tem lugar em Goiás e é cartaz turístico.
Trata-se de uma procissão em que é encenada a prisão de Jesus e, assim, se realiza na Semana Santa.
Fogaréu
Além dessas festas, são ainda comemoradas: Folia de Reis, Festa do Divino, Festa de São Benedito, Romarias do Divino Pai Eterno, Congada de Catalão, Nossa Senhora dos Navegantes, entre outras.
Danças
As danças mais conhecidas na região Centro-Oeste são:
Siriri
siriri
Dança religiosa, é dançada por homens, mulheres e crianças, ao som da viola de cocho - instrumento típico da região, do ganzá e do mocho. Ao dançar os dançarinos brincam como se fossem índios.
Cururu
cururu
È uma dança exclusivamente masculina, que ocorre ao som da viola de mocho, do reco-reco e do ganzá, bem como do desafio dos repentistas - herança dos migrantes paulistas. É uma dança de cunho religioso, está presente especialmente nas festas do Divino Espírito Santo.
Lendas
Saci-pererê

O Saci aparece no meio de um redemoinho e some quando ele quer. Vive aprontando travessuras com as pessoas e maltratando os animais. Usa sempre um gorro vermelho e não larga o cachimbo da boca. Ele é negrinho e tem uma perna só. Quem conseguir arrancar o gorro da cabeça dele, pode pedir a recompensa que quiser.
Lobisomem

Quando está em forma de gente, é bem magro, pálido e mal-humorado. Nas noites de lua cheia, transforma-se em um bicho enorme, peludo, com grandes orelhas, parecido com um lobo. Sua ruindade é tanta que ele pode matar aquele que cruzar o seu caminho. Com as primeiras luzes do dia, ele corre por 7 cemitérios, vilas e encruzilhadas até voltar à sua forma humana. Conta a lenda que se um menino nascer depois de 7 irmãs, ele vira lobisomem quando fizer 13 anos.
Mãe-de-ouro
A Mãe-de-Ouro Possui a aparência de uma linda mulher loira, com cabelos compridos dourados que reflete a luz do Sol. Aparece sempre trajada de um longo vestido de seda branco. Em algumas regiões, a Mãe-de-ouro é também representada por uma bola de fogo que tem a capacidade de se transformar nesta linda mulher.

De acordo com a lenda, a Mãe-de-Ouro tem a capacidade de voar pelos ares, indicando os locais onde existem jazidas de ouro que não devem ser exploradas pelo homem. Desta forma, é uma espécie de protetora destes depósitos naturais de ouro.
Há também versões de que a Mãe-de-ouro atue como uma defensora das mulheres que são maltratadas pelos maridos. De acordo com a lenda, a Mãe-de-ouro atrairia homens casados para uma caverna, libertando assim as esposas destes maridos e colocando no caminho delas homens bons.
Esta lenda do folclore brasileiro surgiu, provavelmente, no auge da época do Ciclo do Ouro (século XVIII), nas regiões auríferas (Minas Gerais, Goiás e Bahia).
Pé-de-garrafa

A lenda diz que o Pé de Garrafa é um bicho homem, cujo corpo é coberto de pelos, exceto ao redor do umbigo, que tem a coloração branca, ponto que lhe é vulnerável.
Seu pé é no formato de um fundo de garrafa, motivo esse que faz com que se locomova aos pulos, deixando no chão, um rastro com marca de fundo de garrafa, sua ocorrência é sempre à meia-noite.
Segundo o relato dos caçadores ouve-se apenas o grito que ecoa pelas matas
Solta fortes assobios para comunicar que é dono do território, podendo até hipnotizar aquele que se atreve a encará-lo.
A vítima que é pega pelo Pé de Garrafa ou tem sua alma aprisionada em seu pé ou é devorado pelo monstro. As únicas formas de fugir do Pé de Garrafa é atravessando um ponto de água corrente ou acertando o umbigo do monstro.
Comidas & Bebidas Típicas
A culinária do centro-oeste é bastante marcada pela pecuária com o consumo de carnes caprina, suína e bovina. Teve contribuição também da culinária indígena de onde surgiu o consumo de raízes, como a mandioca.
Então, conheçamos um pouco mais sobre a cultura alimentícia da região, suas comidas e bebidas típicas.
DISTRITO FEDERAL
Esses são os pratos típicos de Brasília: filé de tatu, bife de capivara, pato no tucupi, carnes de sol e de jacaré. Além disso, a gastronomia do Distrito Federal também possui uma variedade de temperos que está presente em toda a região centro-oeste: jurubeba, pequi, açafrão, gengibre etc.
carne de capivara
sopa paraguaia
GOIÁS
Em Goiás, a culinária é bem variada, caseira e possui traços da cozinha mineira.
Os bandeirantes trouxeram para o estado comidas típicas de outras regiões, como feijão-tropeiro, carne-seca, toucinho, e o arroz de carreteiro, que em Goiás se chama Maria Izabel. Outros pratos típicos de Goiás são: arroz com pequi, guariroba, peixe assado com creme de coco, empadão recheado com frango, tutu com linguiça, manjar branco com calda de ameixa. Entre as frutas, o povo goiano gosta do pequi.
arroz com pequi
tutu com linguiça
peixe assado ao molho de côco
MATO GROSSO
A maioria dos pratos típicos é à base de peixes (de água doce), dentre eles: pintado, pacu, pacupeba, piabucu, piraputanga e dourado. São criados pratos como costela de pacu frita ou ensopado de filete de pintado, por exemplo. É comum consumir como acompanhamento arroz, pirão e farofa de banana. Um dos pratos típicos que faz sucesso é o caldo de piranha
Um dos pratos mais conhecidos é o Mojica, feito com Pintado. O arroz com pequi também é um prato muito apreciado, que vem acompanhado com banana-da-terra, assim como toda a variedade de peixes.
mojica
caldo de piranha
piraputunga assada
pacu assado
MATO GROSSO DO SUL
Grande parte dos pratos é feitos com carne e peixe. Assim como acontece em Mato Grosso, os peixes são consumidos com a banana-da-terra. Entre outros pratos estão: Moqueca de peixe, arroz-carreteiro com charque, caldo de piranha.
A culinária do Mato Grosso do Sul recebeu influência das culinárias da Argentina, da Bolívia e do Paraguai. Como por exemplo: da Bolívia, de onde originou o salteñas, pastéis recheado com frango e depois assados e do Paraguai as chipas, uma sopa muito saborosa.
A população também tem o costume de beber chá gelado, e comer bolo feito com milho.
chipas
salteñas
peixe com banana da terra
BEBIDAS TÍPICAS
Não há grandes diferenças entre os estados quanto às bebidas. São elas:
Artesanato
O artesanato do Centro-Oeste é rico e fortemente influenciado pela cultura indígena.
cerâmica indígena
artesanato com capim dourado
cerâmicas
artesanato com madeira
Fonte:
http://suapesquisa.com/
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br
http://lendasdobrasil.blogspot.com.br
Marambiré
Marujada
http://culinarianomundo.blogspot.com.br
Ilustrações sobre o Folclore da Região Norte Brasileira
Celebração Indígena
Três Reis Magos - Folia de Reis
Congada
Festival de Parintins
Artesanato Indígena
Sobre as Danças e Festivais da Região Norte do Brasil
Vamos falar um pouco sobre algumas danças e festivais da Região Norte Brasileira. Em alguns pontos, acabaremos nos repetindo quanto a outra postagem que já citamos sobre, mas pensamos que quanto mais informação, melhor fica =)
Amazonas (AM)
Dança Camaleão
Essa dança utiliza pares separados, que fazem uma coreografia com passos distintos, chamados de jornadas. São duas fileiras de mulheres e homens, realizando diversos passos, os quais terminam no passo inicial. As roupas também são importantes; os homens usam fraque de abas, colete, meias longas, gravata e sapato preto. Já para as mulheres, a vestimenta é composta por saias longas, meias brancas, sapatos e blusas folgadas. A música que embala os dançarinos utiliza o violão, cavaquinho e rabeca.
Dança do Maçarico
Essa dança é constituída de dançarinos em duplas que fazem cinco movimentos durante a Dança do Maçarico: Charola, Roca-roca, Repini-co, Maçaricado e 'Geleia de Mocotó'. Os passos variam entre lentos e ligeiros e a umbigada. As músicas que embalam os dançarinos são tocadas com a ajuda da viola, tambores, rabeca e sanfonas.
Desfeitera
Essa dança é constituída de pares que dançam de forma livre e os dançarinos devem apenas passar pelo menos uma vez na frente do grupo musical. Caso a banda encerre a música no momento em que um casal estiver passando, é feita a escolha do homem ou da mulher para que declame versos. Caso ele não consiga esse feito, a pessoa será vaiada e terá que pagar uma prenda, ou seja, será 'desfeitado'.
Pará (PA)
Carimbó
O nome da dança é de origem indígena com os nomes Curi, que significa pau oco, e M'bó, que significa furado. Os homens devem trajar uma calça curta no estilo pescador e uma camisa que contenha estampas. As mulheres utilizam uma saia rodada e com estampas, uma blusa, colares e flores presas aos cabelos. Os dançarinos a executam com os pés no chão.
Os homens batem palmas para as dançarinas e isso é o indício de que elas estão sendo chamadas para dançar também. Em forma de roda, as mulheres balançam a saia para que ela atinja a cabeça de seu parceiro. O ato é realizado no intuito de humilhar o homem para que ele saia da dança. Um dos momentos mais importantes ocorre quando cada casal vai para o centro da roda e o homem deve apanhar um lenço com a boca, que foi jogado no chão pelo seu par. Se o feito for satisfatório, ele recebe aplausos. Caso ele não consiga, a mulher joga a saia em seu rosto e ele deve sair da dança.
Marambiré
Essa dança é considerada uma representante da alegria dos negros no Brasil após a Abolição da Escravidão. Ela é caracterizada por uma marcha que mescla a religião e o profano. Ela é realizada por duplas e sempre aparece durante os festivais no estado.
Lundu Marajoara
Tem origem africana e é muito sensual, pois a intenção dela é mostrar o convite do homem para ter um encontro sexual com a mulher. Primeiro, há uma recusa; porém, ele insiste e ela aceita. A Lundu Marajoara mostra o ato com o passo da umbigada, quando acontecem movimentos de dança mais sensuais. As mulheres utilizam saias coloridas e blusas rendadas. Já os homens vestem calças de preferência na cor branca. Essa dança também recebe a ajuda de instrumentos como o banjo, cavaquinho e clarinete.
Marujada
A dança é uma homenagem a São Benedito e acontece em três ocasiões: Natal, dia de São Benedito e no dia 1º de janeiro. Os homens e mulheres que participam recebem o nome de marujos e marujas. Eles bailam pela cidade, reproduzindo o gesto de um barco na água. As mulheres ordenam a dança e os homens participam com os instrumentos musicais, como tambores e violinos.
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A capital do Amazonas é o centro financeiro, corporativo e econômico da região norte do Brasil que também é uma das regiões mais conhecidas por turistas internacionais. O que chama a atenção e curiosidade dos viajantes, certamente são as representações de cultura predominante dessa região. O folclore é o conjunto de criações baseadas em sua identidade cultural, social e costumes. Aqui estão listados quatro dos principais festivais folclóricos da região norte do país.
Festival Folclórico de Manaus
Reúne diversos bairros da capital e conta com milhares de pessoas para comemorar e expandir a arte e cultura local, além de ser um dos mais tradicionais. Acontece todos os anos entre junho e agosto com a participação de mais de 100 grupos folclóricos que apresentam danças, quadrilhas, coreografias regionais e tribos.
Festival de Parintins
Também é um dos maiores divulgadores da cultura regional e acontece sempre na última semana do mês de junho, explorando as temáticas regionais, como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos utilizando alegorias e encenações. Cerca de 400 ritmistas comandam a música que é tocada em todo o evento resgatando canções passadas de mitos e lendas da floresta amazônica.
Festival Folclórico de Sairé
Acontece há mais de 300 anos pela comunidade de Alter do Chão, em Santarém. A programação inclui o levantamento de mastros enfeitados, procissão e ladainhas, além de exibições de diversas manifestações folclóricas e shows. Conta a lenda que Sairé foi criado pelos índios como forma de agradecimento e homenagem aos portugueses, que colonizaram o Médio e Baixo Amazonas. A origem do Sairé também é atribuída aos frades Jesuítas, que teriam criado o símbolo para ajudar na catequese dos indígenas.
Retratando a cultura indígena e o modo de vida do caboclo em formas de rituais, esse festival é realizado sempre no último final de semana do mês de julho ou início de agosto. O palco das apresentações é o “Tribódromo” e oferece ao público cordões de pássaros, quadrilhas, bumba-meu-boi e carimbó.
Sobre as Lendas da Região Norte do Brasil
As lendas fazem parte do imaginário e da cultura de determinada região ou país. No caso do Brasil, grande parte das lendas contadas às crianças são originárias ou têm raízes na região norte do país, e envolvem os povos da floresta.
As lendas brasileiras surgiram da mistura de raças e culturas que marcaram a nação no período da colonização portuguesa. As lendas são histórias que passam de geração para geração e que guardam importantes elementos do imaginário popular.
Na região da Amazônia vive a população indígena brasileira, responsável por grande parte das histórias e lendas que marcam o folclore da região norte.
Lenda do Boitatá – Essa lenda fala de uma cobra gigante que vivia em repouso no tronco de uma árvore da floresta. Um dia, essa cobra despertou faminta e começou a comer os olhos dos animais. A cobra soltava labaredas de fogo pela cabeça. Há quem acredite que o Boitatá assusta as pessoas que entram na floresta durante a noite.
Lenda do Boto Cor-de-Rosa – o boto cor-de-rosa vive nos rios da Amazônia. Segunda a lenda, ele sai nas primeiras horas da noite e se transforma num lindo jovem vestido com roupas brancas. Ele também usa um chapéu branco. O boto seduz jovens solteiras e leva as mulheres para um passeio no fundo do rio, onde costuma engravidá-las. Muitas mulheres da floresta afirmam ter filhos do boto cor-de-rosa.
Lenda do Curupira - O Curupira é uma entidade que protege a fauna e a flora da floresta. O Curupira é conhecido por ter os pés voltados para trás.
A Lenda do Mapinguari – O Mapinguari é um monstro da Amazônia. Ele vive no Pará, Amazonas e Acre. O monstro fica perto das margens desertas dos grandes lagos e lagoas da floresta.
Lenda da Iara – A Iara é uma sereia que atrai os homens com seu canto mágico. Ela leva as pessoas para o fundo do rio. Segundo a lenda, os homens sempre são atraídos pela beleza de Iara.
A Lenda da Vitória Régia – Essa lenda conta que a Lua era um deus que namorava lindas índias. A jovem guerreira Naiá sonhava com a Lua e esperava o dia em que ela teria a chance de namorar com o deus Lua. Essa paixão virou obsessão. Numa noite, a moça chegou à beira de um lago, viu a lua refletida nas águas, decidiu se banhar ali e acabou morrendo afogada. Comovido pela situação, o deus Lua transformou a jovem em uma estrela das águas, a Vitória-régia.
As lendas brasileiras surgiram da mistura de raças e culturas que marcaram a nação no período da colonização portuguesa. As lendas são histórias que passam de geração para geração e que guardam importantes elementos do imaginário popular.
Na região da Amazônia vive a população indígena brasileira, responsável por grande parte das histórias e lendas que marcam o folclore da região norte.
Lenda do Boitatá – Essa lenda fala de uma cobra gigante que vivia em repouso no tronco de uma árvore da floresta. Um dia, essa cobra despertou faminta e começou a comer os olhos dos animais. A cobra soltava labaredas de fogo pela cabeça. Há quem acredite que o Boitatá assusta as pessoas que entram na floresta durante a noite.
Lenda do Boto Cor-de-Rosa – o boto cor-de-rosa vive nos rios da Amazônia. Segunda a lenda, ele sai nas primeiras horas da noite e se transforma num lindo jovem vestido com roupas brancas. Ele também usa um chapéu branco. O boto seduz jovens solteiras e leva as mulheres para um passeio no fundo do rio, onde costuma engravidá-las. Muitas mulheres da floresta afirmam ter filhos do boto cor-de-rosa.
Lenda do Curupira - O Curupira é uma entidade que protege a fauna e a flora da floresta. O Curupira é conhecido por ter os pés voltados para trás.
A Lenda do Mapinguari – O Mapinguari é um monstro da Amazônia. Ele vive no Pará, Amazonas e Acre. O monstro fica perto das margens desertas dos grandes lagos e lagoas da floresta.
Lenda da Iara – A Iara é uma sereia que atrai os homens com seu canto mágico. Ela leva as pessoas para o fundo do rio. Segundo a lenda, os homens sempre são atraídos pela beleza de Iara.
A Lenda da Vitória Régia – Essa lenda conta que a Lua era um deus que namorava lindas índias. A jovem guerreira Naiá sonhava com a Lua e esperava o dia em que ela teria a chance de namorar com o deus Lua. Essa paixão virou obsessão. Numa noite, a moça chegou à beira de um lago, viu a lua refletida nas águas, decidiu se banhar ali e acabou morrendo afogada. Comovido pela situação, o deus Lua transformou a jovem em uma estrela das águas, a Vitória-régia.
Curiosidade:O Dia do Folclore
O Dia do Folclore é comemorado, em quase todo o mundo, no dia 22 de agosto.
Foi nessa data, em 1846, que o escritor e colecionador de antiguidades William John Thoms, criou essa denominação - através da palavra folklore (em inglês, folk, que significa povo e Iore, que significa estudo). Ou seja, aquilo que nasceu do povo de forma natural e espontânea.














































